quinta-feira, 17 de junho de 2010

Acertar os ponteiros

Uma das estratégias para resolver as insónias, pode ser a terapia comportamental. Este método visa restaurar as associações positivas ligadas ao sono e facilitar a harmonização deste com o «relógio biológico», ou seja, acertando os ponteiros dos ritmos circadiários (noite e dia). E para os que pensam que o sono pode ser compensado com horas de sono extra ao fim-de-semana: desenganem-se. Nem sempre é possível «indemnizarmo-nos» pelas «alterações e défices registados anteriormente». E, com o desenrolar da idade», essa possibilidade vai decrescendo.

«Se, por motivos de trabalho ou diversão, tentarmos dormir no período diurno a seguir a uma noitada, não temos a mesma profundidade e arquitectura de sono que teríamos se tivéssemos dormido durante a noite. Sabe-se, por experiência própria, que o sono fora de horas não tem o mesmo valor. É, por isso, importante ter horários e condições certas para dormir», acrescenta António Atalaia.

Embora, em média, um adulto precise de dormir cerca de sete a oito horas, «há que respeitar as necessidades individuais». O importante é sentirmo-nos descansados ao acordar, respeitando os ritmos regulares: deitar e levantar a horas certas, todos os dias. «Ao alterarmos repetidamente os horários de sono, os ciclos biológicos ficam, gradualmente, desajustados, criando, assim, dificuldades em adormecer».

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